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terça-feira, 6 de agosto de 2013

A mulher samaritana (Jo 4:1-30)

   É muito fácil julgar o fracasso das outras pessoas. Poucos são os que estão dispostos a ir a fundo na história, conhecer os motivos, a bagagem emocional e oferecer ajuda.
   Durante seu ministério terreno, Jesus valorizou muito as mulheres e por muitas vezes se deparou com mulheres totalmente desprezadas devido a algumas atitudes ou situações adversas - A mulher adúltera, a mulher do fluxo de sangue, Maria Madalena, de quem expulsou sete demônios, só para citar algumas. Uma dessas histórias de encontro transformador com o meigo salvador, encontra-se em Jo 4.
   Jesus deixa a Judéia após o surgimento de uma questão levantada pelos fariseus que diziam que ele batizava mais discípulos do que João Batista (v.1), embora quem batizasse não fosse o próprio Jesus e sim seus discípulos. Ele sai da Judéia para ir à Galiléia, mas era-lhe necessário passar por Samaria (v.4). Chegando a Sicar, cidade de Samaria, já cansado da viagem, assenta-se junto à fonte de Jacó. Era por volta do meio dia (v.6).
   Vindo uma mulher samaritana a tirar água, Jesus inicia um diálogo com ela:"Dá-me de beber"(v.7).
   Havia um preconceito muito grande por parte dos judeus em relação aos samaritanos. Quando Israel fora levado para o cativeiro pela Assíria, estrangeiros de Babilônia, Cuta, Ava, Hamate e Sefarvaim, foram trazidos para Samaria. Daí surgiu a miscigenação dos samaritanos (IIRs 17). Para os judeus eles eram impuros.
   A mulher se surpreendeu com a aproximação de Jesus: "Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" (v.9).
  Ela era uma mulher e só isso já seria motivo para Jesus não lhe dirigir a palavra, pois um judeu jamais falaria sozinho com uma mulher em público se não fosse o pai ou o marido dela. Ela era samaritana, segundo motivo pelo qual um judeu não lhe dirigiria palavra. Mas Jesus vai contra qualquer preconceito ou protocolo social. Ele tinha interesse no ser humano que ali estava.
   Jesus inicia o diálogo pedindo água e logo conduz a conversa para as reais necessidades daquela mulher: "Se tu conheceras o dom de Deus e quem é que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva"(v.10). A alma dela era sedenta. Havia um vazio que ela não conseguia preencher.Com uma vida sentimental fracassada, passara por cinco relacionamentos e agora estava envolvida com um homem que não era seu marido (vv.17,18). Levava um fardo de má reputação e um jugo pesado - pecado - (Mt 11:28-30). A vida social também estava prejudicada. As mulheres iam ao poço tirar água pela manhã, mas ela fazia isso ao meio dia, na hora que o sol estava mais quente. O seu modo de vida a havia levado a um isolamento social (v.6).
     
No diálogo que Jesus trava com ela, fica claro:

  • Que Ele tem água viva e aquele que beber da água que Ele der será verdadeiramente saciado  (vv.13,14);
  • Que conhece a vida, a história, os erros e atitudes dela, mas que não a despreza ou rejeita por isso (vv.17,18);
  • Jesus revela que Deus está interessado na intenção do coração e não com gestos ritualísticos desprovidos de sinceridade. Quando ela questiona sobre o local onde se deveria adorar a Deus, Jesus lhe ensina que a adoração independe do lugar ou de gestos cerimoniais antes a preocupação de Deus é que a adoração seja em espírito e em verdade (v.24), o que envolve uma disposição de ânimo e sinceridade.
  • Jesus revela-se a si mesmo:"Eu o Sou, eu que falo contigo" (v.26);
   O encontro que a samaritana teve com Jesus a transformou numa anunciadora das boas novas. Ela que antes vivia isolada, depois de um encontro com o Mestre, sai pela cidade declarando que Jesus tinha-lhe dito tudo a respeito da vida dela: "Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! Por causa do testemunho dela muitos samaritanos creram em Jesus:"Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho daquela mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito"(v.39).
   
   Três lições dessa história:
  1. O amor de Deus não é preconceituoso e não se detém por causa de barreiras raciais, sociais ou outras quaisquer (Cl 3:11);
  2. O encontro com o Salvador é poderoso o suficiente para mudar a trajetória de vida de uma pessoa. Um real encontro com Deus opera mudança (Jo 4:28,29);
  3. Ao termos nossa vida impactada pelo Senhor Jesus sentimos necessidade de compartilhar com outros aquilo que recebemos para que outros também possam receber (At 4:20).

Na paz, até.





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