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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Atitude para escolher Cristo

"Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?" (Mt 27:22b)
   Cada vez que leio essa pequena interrogação de Pilatos para os judeus, parece ser sempre a primeira vez por tamanho impacto que provoca em mim. Fico a imaginar a cena: Jesus diante de uma multidão que convivera com ele durante todo o período em que ele exercera o seu ministério. Ali, estavam enfermos que foram curados por ele, endemoninhados que foram libertos da opressão, pessoas que participaram da multiplicação dos pães e que experimentaram o cuidado amoroso de Jesus com suas vidas. Enfim, todos ali, de alguma forma, puderam ver milagres, ouvir suas palavras, ver suas atitudes. E agora todos deveriam decidir o lugar que Jesus ocuparia em suas vidas.
   Jesus em seu ministério terreno, quebrou muitos protocolos e rompeu com muitos preconceitos. Para ele ninguém era intocável. Todos poderiam ser alcançados pelas boas novas de salvação. Em uma dessas ocasiões, um leproso se aproxima de Jesus e lhe diz: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo". (Mt 8:2). Antes de curá-lo, Jesus estende a mão e toca-o: "E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Quero; sê limpo." (Mt 8:3). Em um leproso, em alguém de quem todos fugiam, mas, antes de mais nada, Jesus viu nele um ser humano que sofria. E restaurou sua vida.
   Era esse Jesus que era colocado diante da multidão, que precisaria decidir se creria que Ele é realmente o Messias. Era mais fácil não se envolver, sair pela tangente, não se comprometer. É o que Pilatos faz. Mesmo sabendo que Jesus era inocente, decidiu não comprometer sua posição, caso contrariasse os líderes religiosos: "Tomando água,lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo" (Mt 27:24). Não adianta saber de uma coisa e não fazer nada. A própria mulher de Pilatos o alertou sobre a inocência de Jesus.
   O mesmo acontece conosco. Saber que Jesus é Senhor e Salvador exige de nós uma atitude, uma escolha por querer recebê-lo como nosso único e suficiente Salvador ou não. Algumas pessoas veem Jesus como o solucionador de problemas a quem elas recorrem quando se encontram em dificuldades. Para estes, Jesus é aquele que cura, que abre porta, que prospera. Porém só vão até aí. É o único envolvimento que querem ter com Jesus. No entanto, crer que Jesus morreu e ressuscitou precisa transformar toda a nossa vida. Quando realmente cremos e entendemos que Ele se doou por nós, para nos salvar, isso nos leva a um comprometimento que nos consome inteiramente e nunca mais conseguimos pertencer a nós mesmos. E é um comprometimento que nos muda por completo: o modo como tratamos o próximo, o modo como vemos a vida, o modo como enfrentamos as adversidades, o interesse em contribuir para uma sociedade mais justa, enfim, somos transformados.
   Que possamos assumir todos os riscos quanto forem necessários para viver um relacionamento de profunda intimidade com o Senhor Jesus, pois, independente do que tenhamos que enfrentar, a Promessa dEle para nós é bastante clara: "E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos"(Mt 28:20).

3 comentários:

  1. Amém. Que texto maravilhoso, porque eu nunca parei para pensar nessa pergunta, de fato, faz todo o sentido, mas nesse episódio, eu sempre parei muito para pensar na importância de Pôncio Pilatos nesta passagem da crucificação de Jesus. Tem alguns evangelhos que mostram Pôncio ironizando jesus, mas no evangelho segundo João, parece que o autor percebeu uma certa consciência de que Cristo é de fato Rei de Israel.

    "E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. E muitos dos judeus leram este título; porque o lugar onde Jesus estava crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim.
    Diziam, pois, os principais sacerdotes dos judeus a Pilatos: Não escrevas, O Rei dos Judeus, mas que ele disse: Sou o Rei dos Judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi"
    João 19:19-22


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    1. Entendo suas colocações, Eduardo, mas não quis dizer que Pilatos tivesse consciência de que Jesus era o Salvador e sim que ele tinha plena consciência de que Jesus era inocente de tudo que o acusavam e, mesmo assim, não quis tomar partido pensando unicamente em si próprio. Fique na paz de Cristo e volte sempre!

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  2. As bênçãos do Senhor são maravilhosas com certeza, mas cabe a cada um de nós querer recebê-lo também como nosso Salvador. "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." I Coríntios 15:19

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