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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Libertos para ser livres

"Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão."
(Gl 5:1)

   O livro "O Nome da Rosa" de Umberto Eco relata uma história passada numa abadia no Norte da Itália no século XIV, onde crimes misteriosos são investigados por um Franciscano (Guilherme de Backersville) que usava a razão e a observação para chegar à verdade das coisas.
   Fica evidente no livro uma característica bem marcante da Idade Média (conhecida por alguns como a Idade das Trevas): a Igreja era detentora do conhecimento. O pensamento tinha que ser o da Igreja. Os que pensavam diferente eram acusados de heresia e perseguidos, julgados e condenados pela Inquisição.
  A biblioteca da abadia possuía mistérios criados e alimentados por aqueles que não queriam que o conhecimento trancafiado nela se tornasse público. Toda a história vai se desenrolar em torno dessa biblioteca e dos livros lá contidos. O monopólio do saber mantinha a ordem vigente e garantiam o poder da igreja e de seus líderes, que, assim controlavam o povo a seu bel prazer. O poder político e religioso concentrados numa mesma mão, mantinham a ignorância e o clima de medo de pensar diferente.
   Um livro bastante interessante, eu achei, e que me levou a fazer comparações com os dias atuais. Embora a verdade não esteja trancafiada em espaços físicos, há um número incrível de pessoas dentro das igrejas que não conhecem o poder libertador do sacrifício vicário de Jesus a nosso favor.
   Jesus disse: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (Jo 8:32), todavia há um conformismo com as meias verdades (o que, para mim, é uma mentira inteira) e com mentiras disfarçadas de verdade. Preferimos nos deixar manipular ao invés de buscarmos a verdade contida nas Escrituras Sagradas. E, com isso, vamos depositando nossa fé em "artifícios mágicos", em "campanhas e mais campanhas", criando uma coisificação da fé e um ambiente puramente místico no meio evangélico.
   Preferimos receber aquilo que nos é apresentado já pronto diante de nós do que nos debruçarmos sobre a Palavra e entender que nem Deus nos manipula; que em Cristo somos livres para pensar, agir e viver; que o poder está em Deus e não nos objetos; que é Deus quem faz milagres e não o homem.
   A Bíblia nos alerta que a falta de conhecimento destrói (Os 4:6) e que a falta de conhecimento produz o erro (Mc 12:24).
   As maldições, os castigos divinos, as doenças (como se seres humanos não adoecessem), o medo das perseguições dos demônios, são algumas das falácias usadas para manipular as massas.Uma coisa meio ditatorial, penso eu, pois acaba-se por controlar e aprisionar o outro dentro dele mesmo, tornando o medo o carcereiro do que está aprisionado. 
   E o que é ser livre? Ser livre é ter autonomia de pensamento, atitudes, vontades. Cristo nos convida a viver uma vida livre do domínio do pecado, do jugo da servidão (Mt 11:28-30). E, se fomos libertos nEle, porque nos tornar a meter debaixo de qualquer jugo de servidão? 
   Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a viver a liberdade que há em Cristo Jesus.


Paz e até.
  
   

4 comentários:

  1. Excelente texto...
    http://terrasecanuncamais.blogspot.com.br/

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  2. Perecemos por falta de conhecimento.
    Quantas vezes me deixei ser acusada pelo inimigo, agora aprendi que ja fui justificada por Cristo.

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